quarta-feira, 26 de abril de 2017

Programa Educa + Rádio estreia na Rádio Aperipê AM 630

 Paulo Fernandes e Débora Barreto.


Fotos: Eugênio Barreto/SEED

Publicado originalmente no site Cultura26/04/2017.

Programa Educa + Rádio estreia na Rádio Aperipê AM 630 nesta sexta-feira, 28

A população sergipana e a comunidade escolar contarão com mais um espaço de comunicação e de divulgação das ações e iniciativas que acontecem na rede pública de ensino.  Nesta sexta-feira, 28, das 13h às 14h, estreia o Educa + Rádio, programa com 50 minutos de duração e que será veiculado por meio das ondas da Aperipê AM 630.

O Educa + Rádio é uma iniciativa da Secretaria de Estado da Educação (Seed) e conta com o envolvimento e a parceria da Fundação Aperipê. "Dialogar é mais uma prática que marca a gestão da Secretaria. São vários os canais que a Seed disponibiliza para promover essa comunicação, agora estamos com dois programas - um radiofônico e outro na TV  -  que ampliam a perspectiva de diálogo com a sociedade", verifica o secretário de educação Jorge Carvalho.

De acordo com o diretor presidente da Fundação Aperipê, Givaldo Ricardo de Freitas, tanto a rádio quanto a tv têm entre as suas obrigações estatutárias a difusão da cidadania, educação, cultura e a prestação de serviços e neste contexto, tanto o Educa + Rádio, quanto o Educa + TV atendem a este propósito.

"Com as mudanças já estabelecidas a Rádio AM terá uma abrangência em todo o Estado.  O programa conta com uma linguagem acessível e prioriza uma comunicação leve e direta. O conteúdo é elaborado pensando na comunidade escolar e no público que se interessa pelas temáticas da educação", destaca o diretor presidente ao elogiar as ações da Seed.

Para a diretora de jornalismo da Assessoria de Comunicação (Ascom) da  Seed, Gleice Queiroz, o programa será mais um canal do Governo de Sergipe para dialogar com a comunidade escolar. "A Educação pública de Sergipe tem uma camada de ações que têm feito a diferença na vida dos alunos, professores e gestores. Queremos mostrar para a sociedade esses avanços", salienta.

O diretor das Rádios AM/FM, Otacílio Leite, afirma que o Educa + Rádio, conta com o envolvimento de profissionais altamente capacitados e que conhecem a realidade do universo educacional em Sergipe. " Trata-se de um conteúdo de qualidade que vem agregar ainda mais a nossa programação.  A comunidade estudantil terá vez e voz com o Educa +, é uma excelente iniciativa não só da Fundação Aperipê, mas da Seed que é a nossa parceira na prestação de serviços à população", explica.

Educa + Rádio: Comunicação a serviço da sociedade

O objetivo do programa é mostrar o que acontece no universo escolar e apresentar também as iniciativas que promovem a melhoria na qualidade do ensino público no Estado.  É mais um espaço para a população também no que compete à prestação de serviços, pois serão divulgadas as ações do Governo de Estado.

O Programa contará com a apresentação da jornalista Débora Barreto e radialista Paulo Fernandes. O Educa + Rádio terá também quadros com a participação da psicóloga Thirza Teixeira, da fonoaudióloga, Darina Guimarães, do professor Gilvan Rosa e da professora de língua portuguesa e revisora Shirley Cruz.

"O Educa + Rádio prioriza a comunicação a serviço da população. Possibilita a divulgação de projetos e práticas pedagógicas exitosas, além de permitir a troca de experiência. É de extrema relevância oferecer este espaço para os discentes da rede estadual de ensino", reconhece Débora Barreto.

Segundo Paulo Fernandes, o programa dará visibilidade aos projetos dos professores e alunos. "O Educa + só vem enriquecer ainda mais a importância da escola e valorizar o papel do aluno e do professor. Durante a programação, os quadros serão sempre intercalados com boa música, priorizando o repertório dos artistas sergipanos, composições nacionais e internacionais", comenta o apresentador e também produtor do Educa+ Rádio. 

Com 50 minutos de duração o programa contará com quadros como Foca no Talento, Comportamento, Dica de Voz, Entrevista Especial, Minha Escola tem Grêmio, Nossa Língua Portuguesa, Professor Destaque, Dicas do Enem com professores de diversas áreas do conhecimento que integram o Pré-universitário da Seed. "O programa contará com dicas de livros e filmes para deixar os ouvintes bem informados", diz Débora Barreto.

A Fundação Aperipê oferece aplicativo que disponibilizará o conteúdo para o IOs e android, o Educa + Rádio também será veiculado na fanpage do Facebook da Secretaria de Educação. "A linguagem já está adequada para atingir a todos os públicos" finaliza Givaldo Ricardo de Freitas.

Texto e imagens reproduzidos do site: cultura.se.gov.br

Programa A Memória do Rádio Sergipano - Wellington Elias

terça-feira, 25 de abril de 2017

Radialista Erílio Alves, o "Goiabinha", morre aos 87 anos


Publicado originalmente no site F5 News, em 25/04/2017.

Radialista Erílio Alves, o "Goiabinha", morre aos 87 anos.

Por F5 News

Faleceu nesta terça-feira (25), em São Cristóvão (SE), o radialista Erílio Alves de Castro, o "Goiabinha", como ficou conhecido. O comunicador tinha 87 anos e morreu no Hospital de Urgências de Sergipe (Huse).

Natural de Ilhéus, no estado da Bahia, Erílio Alves mudou-se para Sergipe aos dois anos de idade. Sua carreira começou como calouro, mas depois tornou-se o pioneiro dos programas de auditório no rádio sergipano.

Goiabinha, que também era um músico hábil, marcou a comunicação no estado com seus personagens irreverentes e programas infantis como o “Carrossel Infantil" na década de 50.

O velório de Goiabinha acontece em sua residência na rua 59, número 54 no conjunto Eduardo Gomes, em São Cristóvão, na grande Aracaju.  O sepultamento está marcado para a tarde desta terça.

Texto e imagem reproduzidos do site: f5news.com.br

Morre o radialista Goiabinha, aos 86 anos

Publicado originalmente no site SE Notícias, em 25/04/ 2017.

Morre o radialista Goiabinha aos 86 anos.

Morre o comunicador sergipano, Erílio Alves de Castro, conhecido popularmente como Goiabinha, aos 86 anos!

O radialista Erílio Alves de Castro (Goiabinha), de 86 anos, faleceu ontem (24) no Hospital João Alves em Aracaju (SE). Ele estava internado desde o dia (18) onde recebia tratamento de saúde por conta de uma queda da própria altura.

Goiabinha trabalhou na TV Atalaia, na rádio Princesa da Serra AM, no município de Itabaiana, na Aperipê AM, Cultura AM e na Atalaia. Na década de 1990, ele apresentou o programa ‘Alegria Nordestina’ na TV Atalaia.

O corpo está sendo velado na Rua 59, nº 54, no Conjunto Eduardo Gomes, onde residia há mais de 30 anos, o sepultamento ocorrerá às 16h de hoje no Cemitério São João Batista, em Aracaju.

Texto e imagem reproduzidos do site: senoticias.com.br

domingo, 23 de abril de 2017

Um comunicador pra lá de “Ban”



Publicado originalmente no site da Revista Mais Glória, 05/07/2016.

Um comunicador pra lá de “Ban”.
Por Daniel Rezende*

Welder Silva Souza, mais conhecido pela alcunha de “Welder Ban”, nasceu no dia 23 de Abril de 1989, é natural de Monte Alegre e atualmente reside em Nossa Senhora da Glória. Filho de família humilde e pai do garoto Doni Welder, o montealegrense iniciou sua carreira na comunicação em uma idade em que muitos da sua faixa etária ainda não descobriram seus talentos.

Em 2004, com 15 anos, estreava na Rádio Nova Independência, uma simples rádio comunitária, a exemplo das seguintes que também preencheram seu currículo: Evolução FM, Sertão FM e Nova FM, todas da cidade de Monte Alegre. Consecutivamente, ganhou destaque com o seu blog esportivo intitulado MA Esportiva, que mesmo com uma escrita fraca, tornou-se sucesso entre os desportistas da cidade.

Em 2011, ganhou a oportunidade de comandar o SoudeMonteAlegre, portal filiado ao site SoudeGlória, que mais tarde viria a unificar todas as páginas filiadas e renomeado para “Rede de portais SoudeSergipe”. Desde então, Welder Ban passou a trabalhar na sede do portal, localizada em Glória, onde sua carreira avançou mais do que nunca.

eu03Com várias reportagens em vídeo e escritas, rapidamente o jovem tornou-se destaque no Sertão Sergipano. Em 2012, participou da FM Sertaneja como repórter nos programas dos radialistas Valter Freitas e Cleiton Santos, da mesma forma que fez parte da equipe de reportagem da Boca da Mata FM, durante a apuração das urnas na eleição daquele ano. Teve breve passagem na Xodó FM e participou algumas vezes como correspondente do radialista Anselmo Tavares pelo programa Tribuna do Povo da Rádio Educadora. Teve algumas atuações também pelo Portal Itnet, no qual foi narrador esportivo em transmissões de futebol.

Pensando em evoluir no quesito escrita, iniciou sua graduação no curso de Letras – Português/Espanhol pela UNIT/EAD. Através do curso, conseguiu uma oportunidade no Colégio Rezende, onde vem sendo professor de Redação para as turmas do Ensino Médio.

Aos 25 anos, Welder Ban terá mais um desafio na sua brilhante carreira. Após breve reunião com a direção da nova emissora da região, a Rio FM aceitou o convite e confirmou a sua contratação para fazer parte da equipe de reportagem do programa Jornal do Sertão, comandado por Dom Diego das 6h às 8h de segunda à sexta, na freqüência 89.10 MHz.

Presente de Monte Alegre para o mundo da comunicação, Welder tornou-se referência de informação no município, encorajando a comunidade a conhecer o mundo digital informativo criado pelos portais de notícias e sendo também referência nas causas sociais enquanto repórter defensor dos menos favorecidos. De fato, um personagem mais do que marcante na história da cidade mais sertaneja do interior sergipano.

Nascido no dia 23 de abril de 1989, natural da cidade de Monte Alegre de Sergipe, onde reside até hoje (2012), começou sua carreira como locutor aos 14 anos de idade, de lá pra cá foi adquirindo experiência na sua área. Hoje é Jornalista e trabalha na empresa Soudesergipe de notícias. Filho de Edilson Rodrigues de Souza e Severina Lucia da Silva Souza, seus pais atualmente vivos. Já trabalhou em quase todas as Rádios Comunitárias da Cidade de Monte Alegre, ainda Participa de Grupos Jovens e Movimento Social; Tem um filho cujo nome é Doni Welder.

* Daniel Rezende - Estudante de Comunicação Social - Jornalismo; Habilitado como Jornalista com DRT/SE 2.049; Sócio e Repórter do Mais Sertão; Apresentador e Repórter da FM Boca da Mata; Vice-Presidente da Associação dos Universitários de Glória.

 Texto e imagens reproduzidos do site: revistamaisgloria.com

terça-feira, 28 de março de 2017

Jairo Alves de Almeida


Jairo Alves de Almeida - Professor, Radialista e Jornalista.

JAIRO ALVES DE ALMEIDA - Professor, Radialista e Jornalista. Licenciado pela Universidade Federal de Sergipe, em 1973. Nos idos de 1962, aluno da Escola Industrial de Aracaju (hoje Instituto Federal de Sergipe), fez teste para locutor da rádio escola e numa seleção de 500, conseguiu ser aprovado. Da rádio escola vai para a rádio Jornal, em 1963, onde inicia realmente, sua vida de radialista. Além da Jornal , trabalhou na Atalaia AM, Difusora(Aperipê) e Rádio Cultura, onde permanece há 34 anos. Foi repórter da TV Sergipe, TV Atalaia, colunista da Tribuna da Bahia e repórter da agência de notícias EBN, hoje Agência Brasil, participando da edição do noticioso “A Voz do Brasil” por quase 10 anos. No início da carreira foi locutor comercial, passando para apresentador de programas musicais, destacando-se Os Brotos Comandam, apresentado pela rádio Jornal, diariamente, às 13:30 horas. Foi fundador da TV Sergipe e dos Sindicatos de radialistas e jornalistas. Como Professor exerceu os cargos de Vice-diretor dos Colégios Atheneu e Tobias Barreto. Foi Diretor do Colégio Acrísio Cruz. Além de lecionar neste Colégio, foi professor do Colégio Paulo Sarazate, em São Cristóvão, todos da Rede pública estadual. Na rede particular, foi aluno e depois lecionou no Colégio Jackson de Figueiredo, dirigido pelos mestres Benedito e Judite Oliveira. Na imprensa e mais precisamente, no rádio, foi orientado, no início de carreira, pelos competentes profissionais, Carlos Magalhães e Nairson Meneses. É um profissional que prima pela ética e pela valorização da categoria. Como radialista que opina, elogia e critica. Impõe o respeito pelas posições que toma e pelo exemplo na vida particular. Um homem público deve se impor, também, pelo exemplo. É de uma geração de profissionais que cumpre a ética e que na comunicação sabe separar o individual do coletivo.

Jamais se interessou pela política partidária, para não correr o risco de se colocar diante do microfone a serviço do interesse particular. Respeita a opinião contrária.

Ninguém pode servir ao povo e ao mesmo tempo a autoridade constituída. Mesmo do lado da massa, a autoridade deve ser resguardada, respeitando-se a hierarquia, ordenadora da paz e da tranquilidade nas sociedades civilizadas. Ser integrante da imprensa é uma empreitada de muita responsabilidade a qual deve ser encarada com muito profissionalismo, responsabilidade , competência e independência. O homem que orienta a comunidade, o comunicador, não deve se vender ou trocar seus serviços por causas nocivas à própria liberdade de imprensa. O comunicador deve ser sério, honesto e de ações transparentes. Nessas três décadas de rádio, me sinto a cada dia, como se estivesse iniciando. A cada por do sol que acontece em minha vida, mais aprendo com os ouvintes que me ajudam a fazer os meus programas na Rádio Cultura. A profissão como a vida, é um constante aprendizado. O dia-a-dia é a escola da vida. Amo o magistério e amo o rádio. Se retornasse aos anos 60, no início da carreira, faria tudo que fiz até agora. Professor, Radialista e Jornalista.

Atualmente integro o Departamento de Jornalismo da Rádio Cultura onde apresento dois programas jornalísticos diários e a equipe de editorialistas do Nossa Opinião, o mais antigo editorial do rádio sergipano. Aos domingos, como já acontece há 34 anos, estou no ar com o Hoje é Dia de Retreta. Sou casado, tenho três filhos. Não sou convencido e nem vaidoso. Não sou melhor ou pior profissional. Creio que me encontro no meio dos que se dizem que são eficientes. Amo a vida e torço pela diminuição das injustiças sociais. Vibro com o sucesso dos que se encontram do meu lado, como se fosse o meu próprio sucesso. Da vida material ninguém leva nada, apenas as ações ficam.

Fonte/Autor: Jornalista Jairo Alves de Almeida

Texto e imagem reproduzidos do site: cultura670.com.br

segunda-feira, 27 de março de 2017

História do Rádio no Brasil

Foto reproduzida do site: bertibenis.it
Rádio de Galena ou Cristal.
Postada por MD, para ilustrar artigo.

História do Rádio no Brasil
Por José de Almeida Castro*

O rádio nasceu no Brasil, oficialmente, em 7 de setembro de 1922, nas comemorações do centenário da Independência do país, com a transmissão, à distancia e sem fios, da fala do presidente Epitácio Pessoa na inauguração da radiotelefonia brasileira. Roquette Pinto, um médico que pesquisava a radioeletricidade para fins fisiológicos, acompanhava tudo e, entusiasmado com as transmissões, convenceu a Academia Brasileira de Ciências a patrocinar a criação da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, que viria a ser a PRA-2.

A rádio só começou a operar, no entanto, em 30 de abril de 1923, com um transmissor doado pela Casa Pekan, de Buenos Aires, instalado na Escola Politécnica, na então capital federal. Pessoalmente, ao cumprir tarefa em pequeno estúdio de rádio, em 1933, aos 11 anos de idade, na Rádio Sociedade da Bahia, a PRA-4 de Salvador, aprendi que as primeiras emissoras eram clubes ou sociedades de amigos, em geral, nascidas da união de curiosos encantados com a sensacional novidade.

Os famosos “galenas” eram pequenos e artesanais receptores de sulfeto de chumbo ao natural, que com uma antena de arame fino captavam vozes e sons vindos pelo ar. No transcorrer dos meus oitenta anos de trabalho, muitas vezes me perguntaram sobre o inicio da radiodifusão e onde operou a primeira emissora. A resposta padrão passou a ser: “nosso país não tem tradição de preservar a memória nacional. Por isso, as controvérsias vão sempre existir.”

Uma das pistas para esclarecer é saber o nome de batismo: emissoras com clube ou sociedade em seu nome e o prefixo PR são comprovadamente as pioneiras. É o caso da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, a PRA-2. Isto não impedia que, no Recife, Oscar Moreira Pinto e um grupo de amigos transmitissem sons e palavras antes do Rio de Janeiro e proclamassem a sua Rádio Clube de Pernambuco como pioneira. Apenas oficialmente registrada depois como PRA-8. Em São Paulo, jovens engenheiros começaram com a Rádio Educadora Paulista. Quase ao mesmo tempo, os baianos entraram no ar com a Rádio Sociedade, a PRA-4, enquanto cearenses organizaram a Ceará Rádio Clube. O Rio de Janeiro inaugurou sua segunda emissora – a Rádio Clube do Brasil – a PRA-3, diferente por ser comercial, a primeira a requerer e ser autorizada pelo Ministério da Viação e Obras Públicas, via Correios e Telégrafos, a veicular anúncios.

Em dois anos (1923- 1924) eram muitas as emissoras em operação. No Rio Grande do Sul, a Sociedade Rádio Pelotense, de Pelotas, e em Porto Alegre, a Rádio Sociedade Gaúcha, que até hoje se proclama a pioneira no Sul do país. Em Minas Gerais, a Rádio Clube Belo Horizonte, com um potente transmissor de 500 watts; em Curitiba, a Rádio Clube Paranaense; em São Paulo, mais uma, a Rádio Clube São Paulo e a primeira emissora do interior, a Rádio Clube Ribeirão Preto. A partir daí, surgiram emissoras de rádio por todo o Brasil, como a Rádio Clube do Pará, no extremo Norte, e as fronteiriças do Rio Grande do Sul.

E antes das PRs? Apareceu alguma novidade? Em 10 de junho de 1900, o “Jornal do Comércio”, do Rio de Janeiro, relatou a experiência em 1893, do padre gaúcho Roberto Landell de Moura, com vários aparelhos de sua invenção. No Alto de Santana, em São Paulo, o jovem sacerdote e promissor cientista, em meio a seus estudos, fizera importantes descobertas sobre a propagação do som, da luz e da eletricidade, através do espaço, da terra e dos mares. Sem recursos e sem apoio, Landell de Moura não patenteou seus inventos.

Um físico italiano, Marconi, no entanto, em 1898, durante exposição em Londres patenteou o seu telégrafo sem fio, e mais tarde, a radiodifusão. Tornou-se pai da radiodifusão mundial. Landell de Moura voltou-se para a fitoterapia. Aos 67 anos, frustrado e doente, faleceu, anônimo, em setembro de 1928, em Porto Alegre.

Décadas no ar sem atos regulatórios do poder.

O paraibano Epitácio Pessoa, nos últimos dias do seu mandato, em 7 de setembro de 1922, anunciou o início da radiodifusão no Brasil. Para aquele anúncio se tornar lei, houve apenas uma única medida depois da festiva transmissão direta durante a Exposição do Centenário da Independência, com a presença do Rei da Bélgica. A histórica decisão era simples. Apenas designava a Repartição Geral dos Correios e Telégrafos, então departamento do Ministério da Viação e Obras Publicas, responsável pelas transmissões de radiotelegrafia e da radiotelefonia. Foram necessários mais seis meses para a homologação do regulamento dos serviços. E desde então, o único ato conhecido foi o “de acordo” prontamente concedido ao pedido do fundador da Rádio Clube do Brasil, do Rio de Janeiro, para inserir publicidade comercial na programação.

Oito anos depois, o mineiro Arthur Bernardes e o paulista Washington Luis ocuparam a presidência da República, mas só no primeiro governo de Getúlio Vargas, em 1931, houve nova manifestação do Poder Público para regular a atividade da radiodifusão. Os gaúchos comandaram a revolução que derrubou a Primeira República. Instalada, a Junta Provisória de Governo demonstrou conhecer e se preocupar com a penetração do rádio no país. As duas ou três dezenas de emissoras no ar até 1925 eram agora centenas espalhadas por todo o Brasil - número em constante crescimento.

Com Getúlio Vargas no poder, em 27 de maio de 1931, foi publicado o decreto 20.047, que revogava o Regulamento de 1923 e adotava integralmente o modelo de radiodifusão norte-americano. Pontos principais eram a concessão de canais a particulares e a legalização da propaganda comercial. O decreto saiu no “Diário Oficial”, onde também, em outra data próxima, o Departamento de Correios e Telégrafos foi autorizado a cobrar uma taxa a todo possuidor de um receptor. Entretanto, o órgão jamais conseguiu aplicar a autorização. O Regulamento de Maio de 1931 – que se diga era detalhado - andou de gavetas em gavetas ministeriais e somente em 1º março de 1932 foi finalmente aprovado, pelo decreto 21.111, o primeiro diploma legal que definiu importante alteração.

Dizia textualmente: “O governo da União promoverá a unificação de serviços de radiodifusão no sentido de construir uma rede nacional que atenda aos objetivos de tais serviços e que a orientação educacional das estações da rede nacional de radiodifusão caberá ao Ministério da Educação e Saúde Pública e sua fiscalização técnica competirá ao Ministério da Viação e Obras Públicas”. O decreto declara expressamente que o Governo Federal concederia freqüências de rádio a sociedades civis nacionais.

Primeiros projetos de um Código Brasileiro de Radiodifusão.

O Poder Executivo ficou praticamente ausente do crescimento vertiginoso do rádio. Mas, em setembro de 1934, com a outorga de uma nova Constituição, concluída sob forte influência do governo revolucionário, Getúlio Vargas foi novamente empossado como presidente da República e instituiu o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), que impunha controle de conteúdo nas transmissões. O DIP era diretamente vinculado ao presidente.

Em 10 de novembro de 1937, em plena campanha para eleição do paulista Armando Sales de Oliveira e do paraibano José Américo de Almeida, seu candidato e ministro, Vargas surpreendeu o país com uma nova Carta Política, dissolvendo o Congresso e implantando o Estado Novo. Estavam começando no Brasil as vendas de receptores de ondas curtas que, no exterior, se tornaram o veículo da propaganda ideológica e cultural. Em 1932, explodiu em São Paulo a Revolução Constitucionalista e o rádio foi o grande veículo de integração da sociedade. Adolf Hitler assumira o poder na Alemanha destroçada e, com Goebbels, ministro da propaganda, dominou o rádio, fundamental para sua comunicação com os alemães e com o resto do mundo.

O ano de 1938 foi o divisor de águas: O Brasil parou para ouvir as transmissões dos jogos da Copa do Mundo, sediada na França, e se rendeu ao jornalismo radiofônico que informava sobre os temores de guerra na Europa. Códigos e normas legais para radiodifusão brasileira foram adiados. A 3 de setembro de 1939, os motomecanizados do já poderoso exército alemão partiram da Áustria, então incorporada ao Reich, e horas depois cercavam Varsóvia, a capital da Polônia. Começara a Segunda Guerra Mundial com Inglaterra e França enfrentando a expansão alemã. No Brasil, Vargas agia com sua inegável capacidade política, deixando transparecer simpatia pelos nazistas, enquanto seu chanceler Oswaldo Aranha trabalhava pelo bom relacionamento com a Inglaterra e os Estados Unidos.

As ondas curtas traziam todos os dias, às 21 horas, pela BBC, o histórico programa de “Aimberê”, o brasileiro Manuel Braune que, mais tarde, comandou a implantação da TV em Pernambuco, a convite de Assis Chateaubriand. Em dezembro de 1941, aliando-se à Alemanha, o Japão atacou a base aérea de Pearl Harbor nos Estados Unidos. Roosevelt declarou guerra no Pacífico. Meses depois, navios de passageiros brasileiros foram afundados nas costas do Nordeste. Em 1942, o Brasil declarou guerra ao chamado Eixo, enviou pilotos da Força Aérea e Força Expedicionária para os campos de batalha europeus. Em 8 de maio de 1945, os nazistas se renderam. A guerra continuou no Pacífico. Vargas, habilmente, lançou a candidatura de seu Ministro da Guerra, Eurico Gaspar Dutra, eleito presidente pelo Partido Social Democrático (PSD), em coligação com o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), com o apoio de empresários.

Empossado em 31 de janeiro de 1946, o general Gaspar Dutra surpreendeu os políticos com sua firmeza e respeito às leis. Getúlio retornou a São Borja, sua cidade natal, para preparar sua volta ao poder. Em 1950, ano da primeira Copa do Mundo no Brasil, Assis Chateaubriand inaugurou, em São Paulo, a era da televisão. Agora, mais do que nunca, era a hora de pensar no Código Brasileiro da Radiodifusão. Até então, no Congresso Nacional, praticamente haviam desaparecido as discussões sobre a criação de um código para o setor.

Longos debates no Congresso

Somente em 1958, com Juscelino Kubistchek na presidência, surgiu um amplo projeto de Código apresentado pela bancada da UDN. Seu autor era o deputado e radialista Nicolau Tuma, paulista que desde os 18 anos começara sua carreira como locutor esportivo na Rádio Educadora Paulista e se tornara popular pela forma como narrou um jogo entre seleções de São Paulo e Paraná. Em 90 minutos narrou dez gols (6 a 4 para os pauIistas) com tal velocidade, clareza e entusiasmo que logo ficou famoso como o “speaker-metralhadora”. Marcou época, ficou popular, sendo eleito vereador por São Paulo e, mais tarde, deputado federal.

Em 1946, a Associação das Emissoras de São Paulo (AESP) realizara um congresso no Rio de Janeiro, cujo tema principal era a discussão de um Código Brasileiro de Radiodifusão. Um projeto foi aprovado e, por intermédio do deputado Berto Condé, levado à Câmara dos Deputados, onde permaneceu sem discussão. Naquele mesmo mês, a 7 de ou tubro de 1946, era fundada a Associação Interamericana de Radiodifusão (AIR), no México.

Getúlio Vargas retornara ao poder, decretara a alteração da lei existente, reduzindo para três anos a duração das concessões de canais radiofônicos. A luta política envolvia líderes carismáticos e combativos, que mantinham dura e contundente oposição, entre eles o jornalista Carlos Lacerda, estreitamente vinculado aos oficiais da Força Aérea. Em 1954, em inquietante clima de tensão, o governo de Vargas foi envolvido por um escândalo relacionado a sua poderosa guarda pessoal, em conexão com seu irmão Benjamin Vargas. No auge dos acontecimentos, Carlos Lacerda foi vítima de um atentado, na rua Toneleros. Pressionado e sem apoio militar, na madrugada de 24 de agosto de 1954, deixando uma carta testamento, Getúlio se suicida, em seus aposentos no Palácio do Catete. Os acontecimentos políticos adiaram mais uma vez o surgimento de um Código Brasileiro de Radiodifusão.

O carismático ex-prefeito e governador de São Paulo, Jânio Quadros, é eleito então presidente da República. A 30 de maio daquele ano, Jânio baixou o decreto n. 50.666, criando o Conselho Nacional de Telecomunicações, diretamente subordinado à presidência, mantendo, no entanto, a Comissão Técnica de Rádio, como sempre no âmbito do Ministério da Viação e Obras Públicas.

O ex-ministro e presidente do Senado Alexandre Marcondes Filho havia levado ao Senado um projeto mais amplo, denominado Código Brasileiro de Telecomunicações. As discussões, em separado na Câmara e no Senado, finalmente agora tomavam fôlego, quando Jânio Quadros renunciou à presidência. Seu companheiro de chapa era João Goulart, que assumiu finalmente o poder depois de muitos entendimentos e manobras políticas.

Depois de tantos anos, em 1962, cabia a Jango – como era conhecido o ministro do Trabalho de Vargas - o ato final de sancionar o primeiro Código Brasileiro de Telecomunicações do país. Sua resposta foi o veto a 52 artigos, o que o Congresso derrubou.

* Fundador e ex-presidente da ABERT - Clubes de amigos e primeiras “PR” no rádio brasileiro.

Texto reproduzido do site: abert.org.br

domingo, 19 de março de 2017

O Rádio: sua história, seus profissionais...


Publicado originalmente no blog Parabólica News, em 15/08/2016.

O Rádio: sua história, seus profissionais, Esperança em forma de música.
Por:Genílson Máximo.

Há quase meio século Estância e região ouve, ininterruptamente, as transmissões da emissora que se consagrou como a Pioneira do Interior do Estado - RÁDIO ESPERANÇA - criada pelo jornalista Jorge Prado Leite, também engenheiro elétrico. A partir de 01 de maio de 1967, o interior passou a ouvir o prefixo " ZYJ 925, Rádio Esperança, operando na freqüência de 1.250kHz". Com esse feito, retumbante à época, o invento de Guglielmo Marconi, do físico Nikola Tesla - o gênio injustiçado da história -, do Padre Roberto Landell de Moura - inventor do transmissor de ondas, do telégrafo sem fio e do telefone sem fio - , passou a ser ouvido por mais de 300 mil habitantes nas regiões Sul de Sergipe e Norte da Bahia.

No dia 22 de fevereiro de 1857 nasceu Heinrich Hertz. O físico foi o primeiro a medir as oscilações eletromagnéticas. Desde 1933, a medida internacional para a freqüência destas oscilações é chamada Hertz. Comumente ouvimos locutores pronunciarem Hertz, kilohertz, megahertz, quase todos os dias, por exemplo, na especificação da freqüência em que transmite a emissora de rádio preferida.

O referido cientista que deu origem à medida e à onda hertziana – um Hertz corresponde a uma oscilação por segundo – determinou a velocidade da propagação das ondas e contribuiu decisivamente para o desenvolvimento das técnicas de radiotransmissão que hoje são tão presentes no dia a dia de milhões de ouvintes, divididos em vários segmentos sociais, gostos, programas, criando aldeias por todo o globo.

Estância tem vocação para ser pioneira: na indústria com a Fábrica Santa Cruz, na Fé com a implantação da Diocese e na radiodifusão com a presença da Rádio Esperança. A historia se divide em dois tempos: o antes e o depois da presença da emissora pioneira na cidade e região.

A rádio estabeleceu, por longos anos, um elo entre as cidades e povoados da região; estes trocavam recados e avisos por meio da emissora. O receptor de rádio, por se tratar de um equipamento de baixo custo, passou a povoar os lares e a captar os programas levados aos possíveis recantos existentes.

A programação diversificada, até hoje, exerce um encanto que incide na vida diária das pessoas, tanto em zonas urbanas quanto rurais. O rádio tem a capacidade de ilustrar a imaginação do ouvinte, de estabelecer laços afetivos e de até suscitar uma cálida sensação de intimidade com o comunicador.

Após anos de radiotransmissão, os entendimentos estão sendo ultimados para efetivar a migração entre sinais. O sucessor na superintendência, engenheiro elétrico Ivan Leite, não se fez de rogado quando recebeu o convite da ANATEL se gostaria de migrar de AM (Amplitude Modulada) para FM (Freqüência Modulada). Até meados do ano que vem, possivelmente, a Rádio Esperança estará transmitindo em FM, passará a ser Esperança FM.

Atualmente o quadro de locutores e operadores expõe profissionais de larga experiência, alguns com mais de 20 anos de atuação, seja na Técnica de Áudio, seja defronte dos Microfones, seja na Produção - Ana Maria, Rita Neris, Irene Menezes (operadoras de áudio); Valter Santos, Karina Liberal, Saulo Oliveira, Théo Batista, Elda Maria e Genilson Máximo (locutores).

Estes são responsáveis pela condução de uma rádio que mudou a maneira de ouvir rádio. Profissionais que fizeram do rádio um instrumento da vida cotidiana de milhares de ouvintes. E é usado para informar, ouvir música, interagir, educar, etc.

Ao adentrar à fase de migração para FM, sem dúvida, o superintendente Ivan Leite contará com uma das melhores mãos de obra do rádio sergipano. Profissionais capacitados, experientes, de grande bagagem, que fazem da Esperança uma das mais conceituadas emissoras do interior. Que não deixa nada a desejar.

Guglielmo, Tesla, Landell, Roquetti Pinto, doutor Jorge Leite, sem o feito ousado desses homens, sem dúvida, a vida não teria o mesmo encanto. Não teria a Esperança!

Texto e imagem reproduzidos do blog:
parabolicanews.blogspot.com.br

sábado, 18 de março de 2017

João de Barros, o popular Barrinhos



João de Barros, o popular Barrinhos, ao lado do cantor Jorge Luiz da Silva, quando de sua visita a Aracaju, no ano de 1983, fazendo a divulgação de seu trabalho, na Rádio Liberdade, programa Café Society, em sua coluna social do Jornal da Cidade e em seu programa da TV Atalaia.

Fotos e informações de legenda, reproduzidas do blog:
 jolusi.blogspot.com.br

terça-feira, 14 de março de 2017

Estreia do Programa - Memória do Rádio Sergipano



Vereadora Emília Correa, Weliton Elias o Homenageado,
Vereador Eliel Felipe, Marcos Luduvice do Jornal Povão e 
Vice-presidente do Sindicato dos Radialistas e 
Fernando Cabral presidente do Sindicato dos radialistas de Sergipe.

Radialista e Jornalista Bispo Pedrão, Radialista Horácio Nascimento
 e o Vereador Eliel Felipe e o Vice-Presidente do  Sindicato
 dos Radialistas Marcos Luduvice.

Publicada em 05/03/17.

Memória do rádio Sergipano! Em Parceria com a TV Aperipê a secretaria estadual de cultura o sindicato dos radialistas fez uma homenagem a grandes ícones que escreveram e contribuíram para a evolução do rádio no estado.

Na primeira exibição da Série de documentários o homenageado foi o comentarista esportivo Weliton Elias o diabinho popularmente conhecido no cenário esportivo tanto no rádio, tanto na TV.

No início da tarde de ontem (04) o sindicato dos radialistas de Sergipe na pessoa do presidente Fernando Cabral ao lado do diretor presidente da fundação Aperipe Givaldo Ricardo deram início a série de homenagens a grades personalidades da história do rádio Sergipano projeto esse que visa resgatar e eternizar a vida e obras de radialistas que marcaram o rádio, muitos hoje já não estão mais presentes, assim começou a homenagem pelos os que ainda estão presente e sendo o primeiro homenageado o radialista e jornalista Weliton Elias uma grande figura que marcou a história do rádio o segundo homenageado será João Oliva no próximo sábado (11) às 13h, dando sequência ao princípio do projeto que homenageara outras feras da comunicação como Nazaré Carvalho, Goiabinha, Carlos Magalhães e tantos que ainda vivem na memória do povo.

Hoje aos 89 anos de idade o comentarista é uma personalidade inesquecível pelos bordões usados em suas colocações ao comentar os resultados das partidas futebolísticas de uma forma muito bem humorada como a de chupar o picolé de graviola e tantos outros.

A serie memória do rádio Sergipano trouxe ao público presente no auditório da TV Aperipe muitas emoções ao homenageado e aos que marcaram presença para assistir juntos o 1º (primeiro episódio) de uma serie de 200 (duzentos episódios), pois além de Weliton Elias a serie individual também irá homenagear outros grandes comunicadores que marcaram o seus nomes na história e se fizeram presentes no dia a dia do ouvinte rompendo a barreira do rádio que continua cada vez mais vivo na vida das pessoas, a série de documentários será exibida pela a TV Aperipe canal 06 sempre aos sábados às 13h com represes as terça-feira às 19h.

Presenças!

Além do homenageado, estiveram presentes grandes personalidades da comunicação do radio e da tv, também marcou presença o Vereador Eliel Felipe do município de Nossa Senhora do Socorro e a Vereadora Emília Correa de Aracaju e o secretario de cultura do estado Irineu Fontes.

Representado a Tv Atalaia e o radialista Raimundo Macedo popular pinguinho de leite, assim carinhosamente chamando por Weliton Elias, pois os mesmos trabalharam 35 anos juntos e a jornalista Susana Guimarães levou uma mensagem de carinho para o homenageado do dia.

Também marcou presença o vice-presidente do sindico dos radialistas Marcos Luduvice, o jornalista e radialista professor Everton, o radialista e jornalista bispo Pedrão, o radialista Flavio Lima e o próximo homenageado da série João Oliva, o radialista Alex Carvalho e o radialista e jornalista Horácio Nascimento diretor da Paradão Popular FM e representantes da federação Sergipana de Futebol já que o presidente Milton Dantas encontrava-se em viagem ao Chile.

Final do evento!

Após a exibição da serie de abertura dos documentários sobre a memória do rádio Sergipano os convidas degustaram um sabor muito marcante dos bordões famosos do comentarista o famoso picolé de graviola.

Assim o Diabinho matou a saudade de amigos da comunicação e aqueles que o viram na telinha ou o ouviu nas ondas do rádio tiveram a honra de vê-lo de perto.

Esse foi um fato marcante durante o evento no auditório da TV Aperipe onde os novos e velhos comunicadores relataram a Weliton Elias o quanto ele foi importante a sua influência em suas carreiras.

Homenagem em vida!

Além da homenagem prestada em vida pelo o sindicato dos radialistas, secretaria de cultura do estado e pela federação de esporte de Sergipe o Diabinho também foi prestigiado pelo representante do município Socorrense, Chamado à frente da plateia Eliel Felipe atual vereador e ex-sec. de esporte do Município de Nossa Senhora do Socorro fez o seu relato da importância de Weliton Elias não só como pessoa e como comunicador, o mesmo também exaltou a honra do comentarista ter sido homenageado em vida, pois em sua gestão como secretário do municipal de esporte foi construído um estádio de futebol no município o qual leva o nome do homenageado popularmente conhecido como o estádio do Lelezão pelos amantes de futebol.

Uma justa homenagem a esse homem que marcou o seu tempo no rádio de uma forma espetacular e muito bem humorada em suas narrativas ao comentar a paixão do povo Brasileiro.
Para muitos Weliton Elias foi um comentarista além do seu tampo, pois é sempre lembrado como um metre para todos que até hoje continuam levando a alegria do poder da comunicação através das ondas do rádio para o povo.

Fotos e reportagem por: Horácio Nascimento
Radialista e Jornalista
DRT/SE: 1718 Radialista
DRT/SE: 1948 Jornalista

Texto e imagens reproduzidos do site: paradaopopularfm.com

segunda-feira, 13 de março de 2017

Marcio Rocha conta a sua vida no rádio sergipano


Publicado originalmente no site Osmário Santos, em 10/12/2012, 

Marcio Rocha conta a sua vida no rádio sergipano
Por Osmário Santos.

Marcio da Rocha Santos nasceu em Aracaju a 7 de fevereiro de 1981, numa sexta-feira de Carnaval. Seus pais: Manoel Cordeiro dos Santose Helena da Rocha.

Seu pai, aposentado, levou uma vida de rodoviário. Dele, o filho aprendeu que a humildade é a maior premissa que o ser humano pode carregar. “Ele me dizia sempre que a vida em si é a recompensa pelo seu comportamento, pelos seus atos e modo de agir. São os amigos, são as conquistas, as vitórias, é o trabalho, são os prazeres, os dissabores. Independentemente de situação, até mesmo as coisas ruins servem para um aprendizado e isso se conquista vivendo com harmonia e dedicação ao trabalho, aos estudos e à família .Isso tudo faz com que você conquiste a sua grande recompensa. O maior dom que o ser humano tem é a vida”.

Sua mãe teve dois filhos: Marcio e Miriele da Rocha, que conta com 25 anos. “Ela é uma pessoa de alto astral, de bem com a vida, que não se deixa abater com problemas. Sorri sempre, independente de qualquer situação”.

Dos primeiros passos nos estudos:“Fui alfabetizado numa turma de grandes pessoas, de grandes pensadores em Sergipe na Escola Parque. A jornalista Tiffany Tavares, o delegado Hugo Leonardo, o engenheiro Márcio Cunha e mais alguns que já não estão ente nós, o agrônomo Márcio Carvalho, que morreu num acidente de carro em 2008 e outros”.

Diz que a Escola Parque é um capítulo na vida de quem estudou por lá.“A formação cidadã infantil que é dada é algo que carregamos ao longo de toda a vida. O muito que tenho de cidadania e de consciência ambiental eu aprendi com o memorável e saudoso professor Paulo, da Escola Parque. Ele tem uma história na vida de pelo menos 10 mil pessoas. Acredito que esse número tenha passado por lá ao longo dos anos. A perda da Escola de fato foi um grande choque. Concluí meu ensino médio através do Colégio Gabarito e do Colégio Gracho do querido Abelardo Neto”.

Ao completar 18 anos ficou na dúvida na profissão que desejava seguir. “Meu pai queria que eu fizesse Direito e ao mesmo tempo queria que fizesse Comunicação, pois era apaixonado pelo rádio”. Eu tinha dúvida. Queira fazer Medicina, mas fiz o curso técnico de rádio na cidade de Itabuna/Bahia em 1999. Foi quando descobri que podia ser profissional do rádio”.

Conta que cresceu ouvindo rádio. “Ouvia o Carlos Magalhães, Paulo Brandão, Laércio Miranda, José Eugênio, Macedo Filho, Paulo Lacerda, Wellington Elias, Raimundo Macedo e tantos outros”.

Ingressou no rádio sergipano em 26 de novembro de 1999 na Rádio Aperipê AM, com o saudoso Daniel Vieira das 11h às 15h. “Daniel Vieira, Zé do Feijão e eu com pequenas notinhas. Depois aprendi a operar, também trabalhei na produção do programa do professor Luduwing Oliveira de 1999 a 2000. Por um tempo passei acompanhando os trabalhos de estúdio onde conheci grandes figuras como professor José Barros, professora Marlene Calumby – dotada de uma mente iluminada, professor Alvino Argolo e tantos outros que marcaram o início da minha trajetória no rádio”.

Atendendo ao convite do radialista FábioHenrique, começa a trabalhar de assistente de produção do programa de Fábio Henrique na rádio Atalaia AM, junto como Adilson Júnior e a grande equipe liderada pelo Fábio, com as participações de Magna Santana, Jairo Magalhães, Antônio Oliveira eEdil Alcântara.

Marcio Rocha sempre gostou das ações de bastidores no rádio sergipano. “Produção, fazendo contato, levantando matérias. Deixava o material pronto e auxiliava o apresentador”.

Conta que os últimos quatro anos, até 2011, foram de intensos trabalhos, período em que esteve produzindo o programa de George Magalhães na Liberdade FM. “George foi uma das grandes escolas que tive na minha vida. Com George eu aprendi a ter responsabilidade com a informação, aprendi a ter dedicação ao trabalho e percebi que o comunicador não tem vida para si e sim para os outros. Você dedica 24 horas do seu tempo para a comunidade, para o interesse público. O comunicador é o historiador do cotidiano. Você é quem cataloga as informações que serão história no futuro. Com George eu aprendi isso”.

Diz que tem 13 anos de rádio e não esquece de dizer que o radialista Marcos Luduvice foi a sua grande escola. “Estive com ele entre 2005 e 2007, quando me deu oportunidade de trabalhar como âncora. Marcos Luduvice é uma criança com 55 anos. Ele tem um grande coração e criador de oportunidades. Foi assim comigo e por muitos outros que passaram pela escola de Marcos Luduvice. Eu aprendi a improvisar com Marcos Luduvice”.

Afastado do rádio, trabalha na assessoria de comunicação da Secretaria de Estado do Esporte e do Lazer, junto com o jornalista Gilvado Batista, considerado por ele a enciclopédia do esporte sergipano, além de Leó Filho, que é o dicionário. É casado há um ano com Lays Millena, estudante de Jornalismo.

Texto e imagem reproduzidos do site: osmario.com.br

sábado, 11 de março de 2017

Corpo do radialista José Eugênio é sepultado em Aracaju


Com bandeira do Sergipe, corpo do radialista José Eugênio é sepultado em Aracaju

Parentes, amigos e colegas deram o último adeus ao cronista esportivo José Eugênio de Jesus. O corpo dele foi sepultado na manhã deste sábado no cemitério Colina da Saudade, em Aracaju. "Zé Eugênio", como era mais conhecido, faleceu aos 98 anos nesta sexta-feira, após tratar de complicações renais em um hospital da capital sergipana.

A Associação dos Cronistas Desportivos de Sergipe (ACDS) decretou luto de três dias, assim como a Federação Sergipana de Futebol (FSF) e o Sindicato dos Jornalistas, o Sindijor. 

José Eugênio de Jesus tinha 98 anos (completados em outubro do ano passado) e estava internado há um mês no hospital Primavera, deu entrada com problema renal, o estado se agravou com uma pneumonia.

José Eugênio.

Dono de uma memória privilegiada, ele era considerado a enciclopédia do esporte sergipano. Na década de 40, ele participou da criação da primeira equipe esportiva de rádio no estado, na antiga Difusora, hoje Rádio Aperipê AM.

- O que eu posso falar sobre Zé Eugênio? O nome mais importante do rádio sergipano e um dos mais importantes do país. Tive a honra de trabalhar com ele na Rádio Aperipê, ele tinha 92 anos na época e sempre se mostrou um cara muito lúcido, enciclopédia do futebol sergipano, lembrava de muita coisa, com riqueza de detalhes. Tinha opiniões contundentes e era muito sério. Com certeza tudo que ele fez no nosso rádio jamais será esquecido - afirmou Thiago Barbosa, coordenador de esportes da TV Sergipe.

"Zé" Eugênio foi gráfico no jornal Diário da Manhã, depois passou pelo Sergipe Jornal, pelo jornal "A Cruzada", foi colaborador da Gazeta de Sergipe, além de ter criado e atuado como diretor da Gazeta dos Esportes. Vale lembrar que ele foi presidente da Associação dos Cronistas de Sergipe (ACDS) e presidente de honra da Associação Sergipana de Imprensa (ASI). Como se não bastasse, José Eugênio de Jesus fundou o Sindicato dos Gráficos de Sergipe, o Sindicato dos Jornalistas de Aracaju e o Sindicato dos Radialistas de Sergipe.

Veja a nota de pesar do Sergipe.

"O Club Sportivo Sergipe vem a público lamentar o falecimento de José Eugênio de Jesus aos 98 anos. O jornalista e radialista estava internado há um mês em um hospital da capital sergipana para tratar de um problema renal e uma pneumonia. José Eugênio fez parte da primeira equipe de rádio esportivo de Sergipe e foi presidente da Associação Sergipana de Imprensa. O Club Sportivo Sergipe solidariza-se com os familiares deste grande profissional que nos deixou nesta sexta-feira."

Fonte: G1/SE.

Texto e imagem reproduzidos do site: portaltobiense.com.br  

sexta-feira, 3 de março de 2017

Documentário "Memória do Rádio Sergipano"


Publicado originalmente no site F5 News, em 03/03/2017.

Documentário "Memória do Rádio Sergipano" estreia na Aperipê TV

Estreia neste sábado (04), às 13 horas, o projeto Memória do Rádio Sergipano na Aperipê TV. O documentário, lançado em setembro de 2016, é um projeto de iniciativa do Sindicato dos Radialistas de Sergipe, através do seu presidente, Fernando Cabral e tem a finalidade de resgatar e eternizar a vida e obra de radialistas do estado.

A biografia coletiva foi construída com quatro metas: implantação de um Centro de Estudos e Pesquisas sobre o Rádio Sergipano, a ser implantado na sede do Sindicato dos Radialistas de Sergipe; produção e organização de acervo sobre a memória do rádio em Sergipe para consultas e estudos de estudantes de comunicação; desenvolvimento de um site contendo as biografias, informações, fotos e vídeos dos radialistas sergipanos, além de suas exibições semanais na TV pública do Estado.

Iniciado em abril de 2015, o Vozes Nossas de Todo Dia produziu 200 documentários individuais de grandes figuras do rádio sergipano, entre elas José Eugênio de Jesus, Eduardo Abril, Carlos Magalhães, Goiabinha, João Oliva, João Batista Santana, Nazaré Carvalho, Denilza Miranda, entre tantos personagens que fizeram, e ainda fazem, a história da comunicação em nosso Estado.

Serão mais de 200 horas que poderemos acompanhar, a partir deste final de semana, na telinha da Aperipê TV, com histórias inesquecíveis contadas pelos principais protagonistas do rádio sergipano.

O planejamento, a produção e direção do projeto ficou por conta da F5 News Produções com coparticipação da Mercado Publicidade e Comunicação, que ao longo de 18 meses, tiveram o cuidado de colher um vasto acervo que ficará para sempre em nossas memórias.

O projeto tem como patrocinadores a Sergas, a Fecomércio, a Caixa Econômica Federal e o Grupo Multserv, e conta ainda com o apoio cultural da Unit, UFS e CTB.

Memória do Rádio Sergipano – Vozes Nossas de Todo Dia, todos os sábados, às 13 horas e reapresentação às terças, sempre às 19 horas na Aperipê TV.

Fonte: Assessoria de ComunicaçãoNotícias em Sergipe.

Texto e imagem reproduzidos do site: f5news.com.br

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Morre o radialista Hamilton Andrade

Foto: arquivo do Sindicatos dos Radialistas.

Publicado originalmente no site do Portal Infonet, em 22/02/2017.

Radialista Hamilton Andrade é sepultado nesta manhã.
Aneurisma afastou Andrade do rádio há cerca de 18 anos.

Faleceu, aos 58 anos de idade, o radialista Hamilton Andrade. Ele foi vítima de um aneurisma cerebral, há cerca de 18 anos, que o deixou com sequelas e afastado das rádios sergipanas. A morte foi confirmada nessa última terça-feira, 21. De acordo com o Sindicato dos Radialistas, Andrade estava acamado há alguns meses.

Ainda segundo o sindicato, Hamilton Andrade foi diretor das rádios Aperipê e Liberdade FM. Nesta última, ele se destacou apresentando o programa “Classe A” para amantes da música erudita.

O sepultamento é realizado nesta quarta-feira, 22, às 10h, no Cemitério São João Batista.

Por Jéssica França.

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Triálogo - Existe Futuro para o Rádio?

O Futuro do Rádio


O Futuro do Rádio. 

Por muitos anos, um pequeno grupo de “futurólogos” pregava o fim de determinadas formas de comunicação, toda vez que uma novidade tecnológica surgia. Várias possíveis vítimas já foram apontadas e o rádio ­— dado o seu grande alcance e tradição — sempre foi um dos alvos preferidos dessas profecias. Esses teóricos caíram em descrédito quando se comprovou — pela experiência prática em todos os principais países do mundo, incluindo o Brasil — que a evolução na forma de transmissão e consumo de conteúdo não é sinônimo de extinção de linguagens de comunicação. Assim, o rádio deixou de ser visto como uma mídia em queda e passou a ser encarado por investidores, anunciantes, profissionais e consumidores finais como um exemplo de renovação e bom aproveitamento das muitas novidades técnicas que apareceram principalmente nas últimas três décadas. E mais: as novas tecnologias não apenas ajudaram na expansão do rádio como reforçaram vocações já possuídas por ela desde muito tempo.

O tão falado futuro do rádio, na verdade, começou com o advento do FM, que dobrou o número de emissoras até então existentes — com elevação da qualidade do som — e, com isso, aprofundou uma forte característica dessa mídia: a sua alta capacidade de segmentação. Seja a partir do foco num determinado estilo de programação ou perfil de público, o rádio consegue oferecer soluções para os anunciantes que muitas outras mídias não conseguem.

Outro passo importante foi dado com a chegada dos satélites, que permitiu a formação de redes nacionais e, com elas, a viabilização econômica de diversas emissoras de pequeno e médio porte em todo o país, dando novos contornos ao processo de integração nacional iniciado pelo rádio e posteriormente aprofundado pela televisão.

A popularização da Internet, maior argumento empregado pelos “futurólogos” citados no começo deste texto, acabou beneficiando o rádio sob os mais diversos aspectos:

• Trouxe de volta muitos ouvintes jovens que haviam perdido o hábito de usar aparelhos de rádio;

• Ilimitou o espaço para empresas ou mesmo pessoas comuns lançarem novas estações, transformando a Internet num campo livre para o surgimento de novas músicas, locutores, programas e marcas que podem até, no futuro, ganhar espaço nos dials;

• Permitiu que os ouvintes de rádios com baixa qualidade de sinal pudessem ouvir um som mais limpo através dos seus computadores;

• Reforçou a interação que sempre existiu entre o locutor/comunicador e o seu público, que passou — através de e-mail, de salas de bate-papo e de redes sociais — a interferir instantaneamente na programação;

• Fez estações locais do mundo todo ganharem uma audiência mundial, ampliando o potencial de internacionalização que o rádio sempre teve e que é o objeto principal da paixão de pessoas como os dexistas — aqueles que, através dos seus aparelhos receptores, procuram ouvir programações dos lugares mais distantes.

A telefonia móvel — cujas ondas prejudicam, especialmente nas grandes metrópoles, a transmissão das ondas de rádio — também acabou ajudando as rádios em FM, pois, hoje em dia, praticamente todos os celulares recebem essas estações.

A chegada do rádio digital ao Brasil poderá possibilitar novos avanços, apesar das discussões em torno da robustez do sinal e do alto preço dos receptores. O rádio, cada vez mais, será encarado como uma “central de convergência de mídias”, onde, juntamente com o áudio, o ouvinte poderá receber textos e até fotos. No novo sistema, o som das emissoras AM recebe qualidade de FM e as FMs ganham som de CD. Cada frequencia poderá ter até quatro programações simultâneas, o que aumentaria — e muito — a audiência alcançanda, a variedade de opções para o anunciante e, por conseguinte, os empregos gerados pelo setor.

Há também o rádio por assinatura via satélite, que é uma realidade bem-sucedida nos Estados Unidos. A Sirius, líder deste mercado, oferece mais de 130 canais de áudio digitais, com programações muito variadas, vinculadas à marcas importantes (como Disney, CNN, Fox, BBC, Playboy, Oprah e NFL) e com som impecável para os seus quase 20 milhões de assinantes.

Com toda essa evolução, vale a pena pensar: se o rádio está crescendo e se expandindo para novas plataformas, como será que as emissoras devem se posicionar enquanto marcas e negócios? A resposta está naquilo que o rádio verdadeiramente oferece e vai além de qualquer discussão relacionada com tecnologia de transmissão ou recepção de sinal — afinal, isso muda o tempo todo.

Quando realizam-se pesquisas com o objetivo de detectar aquilo que os ouvintes sentem com relação à uma emissora, uma palavra sempre se destaca: pertencimento. A sensação de que aquela programação é feita “sob medida”, reforçada com a forte interatividade promovida tanto dentro quanto fora do ar, despertam no ouvinte a ideia de que aquela emissora “é dele” e que, através dela, ele pertence a um grupo especial de pessoas. Essa identificação, mais forte no rádio que em outras mídias, é a base que constrói uma audiência fiel e confiante para consumir não apenas os conteúdos oferecidos pela emissora como também os produtos anunciados nos seus espaços comerciais, afinal, fidelidade também envolve credibilidade: algo primordial para a obtenção de resultados junto aos ouvintes.

Como se vê, mais do que vender tempo, uma rádio vende — e promove — relacionamento, seja entre pessoas, seja entre pessoas e empresas. Todos os grandes grupos de comunicação do mundo já atentaram para isso e estão trabalhando suas estações como marcas que promovem uma nova gama de relacionamentos e formas de transmissão de conteúdo que vão além, inclusive, da própria programação e se tranformam, por exemplo, em eventos, mensagens de texto para celular, colunas em jornais, portais na Internet e até programas de TV, sendo tudo sustentado por grifes multimídias que nasceram no rádio e que, de tão fortes, expandiram suas fronteiras de atuação.

As rádios — graças a toda a essa sensação de pertencimento falada anteriormente e as novas formas de distribuição que surgem a todo momento — tem atuado como líderes dessa nova forma de pensar e gerir negócios de mídia, o que reforça a sua importância para os tempos atuais e abre caminhos para um futuro baseado na convivência entre todas as linguagens de comunicação integradas a partir de marcas posicionadas em pontos estratégicos da mente e do coração dos ouvintes, leitores, internautas etc.

Texto reproduzido do site: fernandomorgado.com

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

José Eugênio de Jesus (1918 - 2016)

Foto reproduzida do site: aperipe.com.br
Postada por MTéSERGIPE, para ilustrar artigo.

Publicado originalmente no site do Portal Infonet, em 09/09/2003.

Maior ícone vivo da história da imprensa sergipana.
Por Najara Lima.

Ele queria ser torneiro mecânico, assim como o nosso atual Presidente da República. E seria, não fosse uma pequena ajuda do destino, colocando cada coisa em seu lugar. Acabou indo parar nas tipografias dos jornais. De gráfico a impressor, depois comentarista, colaborador, cronista esportivo, diretor de jornalismo. Falando assim, parece que foi fácil. Mas tudo isso foi conseqüência de muito trabalho, luta e um punhado grande de seriedade. Dos três filhos do Sr. Antônio, um marinheiro de carreira, e da Dona Raquel, dona de casa, apenas um sobreviveu. E por ter escapado da morte, que levou os dois irmãos, ele parece mesmo gostar da vida. Aos 84 anos, José Eugênio de Jesus possui uma lucidez inacreditável e uma condição física de fazer inveja a muito jovem. Fala pausadamente e nunca perde a linha de raciocínio. Tem uma memória privilegiada e prova isso ao tentar relatar fatos que ocorreram há muito tempo em sua vida. Ele é considerado hoje o comunicador mais antigo em atividade no Brasil. Ocupa o cargo de Presidente da Associação Sergipana de Imprensa, e como a função não é remunerada, ele a exerce simplesmente por amor à entidade e à profissão. Além de subir várias vezes e todos os dias dois grandes lances de escada que dão acesso à sede da ASI, José Eugênio caminha ainda 5.800 metros todas as manhãs. Esse exemplo de vitalidade mostra, com sua história de vida, que as pessoas ainda têm muito que se surpreender com ele. Eugênio é possuidor de um largo e invejável currículo. Em rádio, trabalhou Aperipê, na Rádio Jornal AM, na Liberdade e na Rádio Cultura. Na televisão, apresentou o programa Bola em Jogo, na TV Aperipê. Em jornal, trabalhou como gráfico no Diário da Manhã e impressor no Sergipe Jornal. Depois, colaborou com a Gazeta Esportiva, com o Jornal Gazeta de Sergipe e com o jornal católico A Cruzada. Participou também da Revista Alvorada. Gravou definitivamente seu nome na história da imprensa sergipana, participando da fundação da Associação de Cronistas Esportivos de Sergipe, do Sindicato de Gráficos, de Jornalistas e de Radialistas de Sergipe. Além de tudo isso, o maior comunicador de todos os tempos ainda em ação no país teve tempo para lecionar linotipia na Escola Industrial de Aracaju. Ele trabalhou no Diário Oficial do Estado, se tornou funcionário público e teve sua aposentadoria garantida depois de 42 anos de serviços prestados, “mas isso nunca fez com que eu me afastasse do rádio, que sempre foi minha grande paixão”. Hoje, ele acumula, além da presidência da ASI há um ano e quatro meses, o cargo de delegado da Associação Brasileira de Cronistas Esportivos e colabora para o Semanário Esportivo. O esporte e sua tão amada profissão já levaram o Sr. José Eugênio para caminhos distantes. Ele teve a honra de estar presente na Copa do Mundo na Itália. Participou da despedida de Pelé no Rio de Janeiro. Pôde presenciar uma edição da fantástica Corrida de São Silvestre. Conheceu o Brasil inteiro através da vertente esportiva da comunicação. Não é à toa que nasceu numa rua chamada Boa Viagem. Já ganhou vários prêmios por sua atuação na área, mas considera o Troféu Destaque Imprensa, que ganhou como melhor cronista esportivo, como o maior reconhecimento em forma de premiação que poderia receber. O atual presidente da ASI é um homem de fortes convicções. Quando questionado sobre polêmica da desobrigatoriedade do diploma, ele é incisivo. “Eu acho absolutamente necessário o diploma, sob todos os aspectos”, declara ele. Com relação ao cenário da comunicação no Estado, ele não tem papas na língua na hora de falar. Apesar de afirmar que estamos numa fase de franca expansão, ele destaca um problema crônico. “Infelizmente, ainda temos mais quantidade que qualidade”, afirma José Eugênio. Ele defende, acima de tudo, a ética na profissão. Ouvir os dois lados da questão é, para ele, a base de toda a atividade jornalística. “A notícia não é unilateral! Tem que ouvir as duas partes e o interessante é que se faça isso antes de divulgar. Do contrário, o jornalista perde credibilidade”, diz ele. O maior sonho desse homem que considera o jornalismo “uma coisa muito séria” é ver a ASI crescer. Trazer os jornalistas que estão saindo das universidades, com força de vontade e ânimo renovado para dar continuidade ao trabalho iniciado há 70 anos é um dos grandes desejos de José Eugênio de Jesus. Viúvo, com três filhos, nove netos e uma bisneta, ele exibe uma feição de saúde e felicidade aos que têm a oportunidade de conhecê-lo. Com uma família grande e um círculo de amizades maior ainda, ele já pode dizer, aos 84 anos de vida, que cumpriu sua missão. Mas sua vitalidade prova que há muito ainda por fazer. Verá quem viver até lá.

Texto reproduzidos do site: infonet.com.br/noticias/cultura