domingo, 10 de dezembro de 2017

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Apresentadoras da Rádio CBN de São Paulo

 Tatiana Vasconcellos

 Cássia Godoy

Estúdio da Rádio CBN de São Paulo.

Programação da rádio CBN lançada em abril/2017

Cássia Godoy, Mílton Jung e Tatiana Vasconcellos 
apresentam as novidades na programação da CBN - divulgação

Rádio CBN apresenta nova programação nacional

Rede lança versão de aplicativo para smartphones, ganha programas e trilhas
  
Por O Globo, em 09/04/2017

RIO - Tem novidade no ar. Abril começou com mudanças na rádio CBN, que traz novos programas nacionais de entrevistas e variedades, além de nomes nas bancadas dos jornais. A rede avançou nas plataformas digitais e lançou uma nova versão do seu aplicativo para smartphones. As trilhas dos programas também foram reformuladas, agora mais leves e contemporâneas.

A CBN é hoje a rede de rádio mais admirada do Brasil, segundo pesquisa da Troiano Branding promovida para o Meio & Mensagem. Em busca constante da inovação e do aprimoramento de seu principal capital, a credibilidade, a rádio fortaleceu sua aposta no jornalismo profissional e na força do áudio.

— As mudanças demostram a força do grupo e do áudio. O rádio é uma mídia em constante renovação, única capaz de prender a atenção sem que o ouvinte tenha de ficar olhando para o aparelho — disse o diretor-executivo da rede, Ricardo Gandour. — A CBN sempre se renovou e inovou nesses mais de 25 anos. Essa etapa é mais uma delas, fruto do espírito inquieto de uma equipe que não se satisfaz em ser a mais admirada do rádio.

O Jornal da CBN ganhou nova trilha, conectada ao clima noticioso. A nova versão foi composta pelo produtor musical Tula Minassian, que há 16 anos assina as trilhas da emissora:

— A CBN é uma das únicas rádios no mundo que produz trilhas originais. Agora, a gente vem com essa mais moderna, que tem o peso necessário para a notícia e a prestação de serviço, mas com instrumentos diferentes e insinuando levemente a assinatura musical que está presente na memória do ouvinte.

O jornalista Mílton Jung, apresentador do Jornal da CBN 1ª Edição, tem nova companhia na bancada, todas as manhãs: a jornalista Cássia Godoy. Há seis anos no comando do principal programa da rede, Mílton enaltece a nova etapa:

— A CBN vive uma inovação constante. É assim desde o início. Mais importante é a garantia que o ouvinte pode ter de que a nossa marca permanecerá: a busca constante da verdade.

Cássia também é a nova companheira de Carlos Alberto Sardenberg no CBN Brasil, que vai ao ar de segunda a sexta-feira das 12h às 14h. A nova trilha estará no Jornal da CBN 2ª Edição, comandado por Roberto Nonato, diariamente, das 17h às 19h.

Já a jornalista Tatiana Vasconcellos apresentará o novo programa Estúdio CBN, a partir do dia 17. O Estúdio CBN vai ao ar de segunda à quinta, das 14h às 17h, e às sextas, das 15h às 17h, após o Moreno no Rádio, o primeiro talk show do rádio brasileiro, que estreou em março, comandado pelo colunista do GLOBO Jorge Bastos Moreno. No Rio, Fernando Molica segue com o CBN Rio.

Além dos programas, outra novidade: tanto nos ambientes iOs (iPhones) quanto no Android, os ouvintes poderão baixar a nova versão do aplicativo CBN, que traz mais recursos de audição ao vivo, podcasts e interatividades.

Texto e imagem reproduzidos do site: oglobo.globo.com

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Entrevista com Carlos Alberto Sardenberg

Foto extraída do YouTube e postada pelo blog
 "Sintonia Radiofônica",  para ilustrar a presente postagem.

Trechos de entrevista com Carlos Alberto Sardenberg, âncora do jornal CBN Brasil

Por Vinicius Matos.

(...) Sardenberg chama a atenção pela quantidade de funções que exerce. É comentarista econômico e âncora do programa CBN Brasil, além de comentarista do portal TV Terra, colunista do caderno de economia do jornal "O Estado de S.Paulo" e do jornal "O Globo". Seu currículo não deixa nada a desejar. Foi comentarista econômico da TV Cultura e apresentador do telejornal da "Gazeta Mercantil" até dezembro do ano passado. Trabalhou ainda nas revistas "Veja" e "IstoÉ". Foi titular da coluna Informe Econômico e diretor da sucursal do "Jornal do Brasil" em São Paulo. Foi também diretor de jornalismo da Rede Bandeirantes de Televisão.

A maior parte de sua carreira passou em São Paulo (SP), mas trabalhou durante seis anos em Brasília (DF). De 1985 a 87 foi coordenador de comunicação social do Ministério do Planejamento. Fez diversas coberturas no exterior. Com a experiência que adquiriu trabalhando no governo pode escreveu dois livros, "Aventura e Agonia nos Bastidores do Cruzado", uma reportagem sobre a criação, preparação e lançamento do Plano Cruzado. O livro esteve na lista dos dez mais vendidos na revista "Veja". Ainda escreveu "Jogo Aberto", reportagens e entrevistas sobre o Plano Bresser (1987)... 

Como o senhor começou no jornalismo?
Não foi bem por acaso. Foi por uma circunstância política. Estava estudando na faculdade, fazia curso de direito e filosofia. Dava aula em cursinho de história, filosofia e conhecimentos gerais. Já estava no último ano da faculdade, me formando e fazendo monitoria. E teve aqueles acontecimentos de 68/69. O AI-5 em 1968. A ditadura ficou mais forte. Os professores com os quais eu ia trabalhar na faculdade de filosofia da USP [Universidade de São Paulo] foram cassados e mandados embora, inclusive Fernando Henrique Cardoso. Para resumir eu não podia ir mais na faculdade. O resultado foi que não pude pegar meu diploma de filosofia e também não podia dar aula no cursinho, então fiquei sem emprego e sem carreira. Foi nesse momento que um amigo do meu pai que era jornalista na "Veja" [revista], falou: "estão precisando de gente no "Estadão" [jornal O Estado de S. Paulo]. Daí eu fui pro "Estadão". Cheguei lá, me apresentei e me mandaram escrever umas notícias. Na época o repórter era repórter mesmo, não precisava de texto, daí eu escrevi umas três ou quatro matérias, umas notas e entreguei para o editor. Ele falou: "está bom, você pode começar a semana que vem?". A gente recebia matérias dos repórteres, reescrevia, colocava no tamanho, fazia título. O salário de jornalista era bom, lembro bem disso. Sempre tive uma cabeça política, interesse público e quando eu caí no meio daquela agitação da redação do "Estadão" fiquei fascinado. Passaram-se alguns anos, todo mundo foi anistiado, na escola me chamaram para voltar, mas desisti e continuei no jornalismo.

O senhor sempre teve esse envolvimento com o jornalismo econômico e político?
Na verdade não. Eu comecei no jornalismo econômico depois de 1985, quando saí do governo. Por acaso fui trabalhar na Secretaria da Fazenda no Ministério do Planejamento, e aí eu desenvolvi esse conhecimento em economia. Eu tinha de escrever os documentos do Ministério da Fazenda e do Ministério do Planejamento sobre reforma econômica. Quando chegou mais ou menos 1982, o MDB [PMDB] ganhou a eleição para governador em todo o país. O pessoal que era da oposição começou a pensar o seguinte: "o regime militar está morto, está com os dias contados. O que nos vamos fazer lá [no governo]?" Começou dentro das oposições um debate muito grande sobre políticas econômicas. A situação econômica estava muito ruim. A questão era "o que a oposição vai fazer quando chegar ao poder". Então grupos de economia começaram a se reunir e preparar documentos. Acabei me envolvendo com um grupo que ficava em torno da Secretaria da Fazenda, João Saiad [ministro do Planejamento na gestão de José Sarney] e vários outros economistas. Um dos meus papéis era redigir os textos. Era difícil porque tinha de falar de inflação inercial, correção monetária, reforma monetária, troca de moeda, apresentar isso para Ulisses Guimarães, Fernando Henrique.

Como o senhor começou a ancorar o programa CBN Brasil?
Eu era comentarista [da rádio CBN], aí saiu o cara que fazia o programa do meio-dia às 14h. A audiência estava baixa. O diretor da rádio me liga e me diz assim: "olha, aqui estamos aqui com uma ideia, mas como é uma ideia meio diferente eu vou te fazer proposta, mas não responda, pensa um pouco, porque se você responder na hora acho que você vai dizer não". [Perguntou:] Mas o que é? [O diretor respondeu] "Que você ancorasse o programa do meio-dia às 14h eu sei que você nunca fez isso é uma novidade, sei que o programa vai ter um viés econômico, mas isso não nos incomoda, então pensa depois você fala". Daí eu falei: "eu topo". [Depois] Eu fiquei meio em dúvida: "vai ser um fiasco ou não vai, comentei com minha mulher"? Falei para ela: "vou ficar lá de âncora". E ela me falou: "você vai ficar duas horas no ar para falar o que você acha? Eles vão te pagar por isso? Isso é uma maravilha!". Fui para o Rio [de Janeiro], conversamos, discutimos. Tinha uma deficiência grave de locução, interpretação do noticiário. Fiz treinamento bom, forte, na CBN. A coisa que eu mais gosto de fazer é um programa de rádio.

Como é adequar esse discurso econômico, que é muito difícil, para esse público tão amplo?
É uma coisa meio complicada. Você não pode ficar vulgar e banalizar demais, porque perde o público elite, que é o que interessa. Também não pode ser muito técnico senão perde o outro público. Então você tem de usar o meio termo, acho que faço bem isso inclusive com os entrevistados (...)

Trecho reproduzido do site:  jornalmateriaprima.jex.com.br

Entrevista com o radialista da rádio CBN, Roberto Nonato



Entrevista - Roberto Nonato.

Ele apresenta atualmente o Jornal CBN 2º Edição e o Lado B da Bola, faz parte da equipe da Rádio CBN desde sua estreia em 1991.

É um dos âncoras mais respeitados do rádio brasileiro. Além de notícias, também trabalha na rádio musical Antena 1 desde 1993.

Já passou pelas rádios São Sebastião, Beira Mar FM, Excelsior, Jovem Pan 2 e Eldorado.

Além do rádio, também já apresentou telejornal e Carnaval na TV.

É blogueiro e amante de futebol.

Ao Blog do Guinho César, ele concedeu uma entrevista exclusiva e falou sobre trabalho, futebol, Dilma Rousseff, família e muito mais.
Confira agora a entrevista com o jornalista Roberto Nonato.

BGC: O que é jornalismo pra você?

RN: Jornalismo é uma atividade de comunicação e empresarial que busca levar informação para a sociedade. Dentro dessa perspectiva, cabe ao profissional trabalhar com honestidade e buscar isenção no tratamento das notícias para a construção de uma sociedade melhor e mais justa.

BGC: Você trabalha em dois ramos bem distintos na rádio FM (música e notícia). Qual é o seu preferido?

RN: Gosto muito dos dois ramos. A música é o que dá leveza à vida, serve como entretenimento. As notícias produzem conhecimento e servem para tornar as pessoas mais conscientes de seus direitos e deveres. Gosto muito de música, mas, se tivesse de escolher, escolheria as notícias, sem rotina, agregando conhecimento e percepções.

BGC: E como surgiu esse amor pelo rádio?

RN: Gosto muito de rádio desde a adolescência. Primeiro como ouvinte e depois com a vontade de trabalhar no veículo. O gosto pelo rádio vem desde os 15 anos, mais ou menos. O início do trabalho, aos 17 anos, só fez aumentar essa vontade de trabalhar no veículo.

BGC: Em quem você se espelhou/inspirou para chegar até aqui?

RN: Não tive uma única inspiração. O fato de gostar de ouvir músicas e vozes bem colocadas fez com que ouvisse muitos profissionais que serviram de inspiração. Além disso, entrei no rádio muito cedo e com isso passei a prestar mais atenção em antigos profissionais que pudessem acrescentar ao meu trabalho.

BGC: Vida de jornalista é sempre agitada. Como você consegue dividir seu tempo com trabalho, família e amigos?

RN: Acho que você é jornalista o tempo inteiro, praticamente 24 horas. Se estiver na rua e observar algo, basta passar a mão no telefone e comunicar a redação ou até mesmo entrar no ar. Mas, isso não faz com que você fique desligado das outras coisas importantes para sua vida. É possível conciliar essa atenção aos fatos com a família e os amigos também, não há nenhum tipo de incompatibilidade. Basta saber separar e valorizar os momentos para família e amigos.

BGC: Na CBN desde 1991, quais foram as mudanças significativas no jornalismo radiofônico brasileiro que você gostaria de destacar?

RN: Acho que temos um jornalismo com uma maior interação com o ouvinte. Hoje, basta um clique no computador e o ouvinte interage com o âncora, passa uma informação (que deve ser checada) ou faz uma pergunta e participa da entrevista. Além disso, observo que o público hoje é mais consciente de seus direitos e mais participativo na vida social, o que faz com que o profissional tenha de estar mais bem informado e atento à opinião da sociedade. A grande mudança que observo é essa interação maior com um público cada vez mais bem informado.

MUNDO CORPORATIVO: CBN

BGC: Estar tanto tempo no rádio, requer muita disciplina. Qual seria o conselho que você daria para os novos profissionais desse mercado?

RN: O recado é ter humildade, buscar inspiração em bons profissionais e nunca desligar os ouvidos do mundo. Sempre estar atento às inovações e observando o mundo em sua volta. Nunca imagina que sabe tudo, isso não existe.

BGC: Gafes no jornalismo ao vivo são muito comuns. Você já passou por alguma gafe que gostaria de compartilhar com nossos leitores? E como você lida com o improviso nesses momentos?

RN: Gafes já passei por muitas. Umas mais graves, outras mais tranquilas. Já troquei nome de entrevistado, já tive o nome trocado pelo entrevistado. Já tive operador que desabou da cadeira com o programa no ar. Não existe uma fórmula para lidar com isso. Já cai na risada em algumas ocasiões. Em outras, simplesmente pedi desculpas e retomei o assunto. Depende da gafe e do momento, mas esse improviso só vem com o tempo de profissão e de microfone.

BGC: Qual é sua relação com as redes sociais, e como elas interferem no seu trabalho?

RN: As redes sociais fazem parte da nossa rotina e devem se manter assim. Elas ajudam o profissional, especialmente na aproximação com o ouvinte. Além disso, serve para envio de pautas, denúncias, críticas, etc. São fundamentais nos dias de hoje e auxiliam muito.

BGC: Vamos falar de futebol, que é uma grande paixão sua. Quais são as suas considerações sobre a realização da copa do mundo no Brasil, inclusive a organização do país para esse evento?

RN: Acho que tivemos tempo e nos preparamos mal. As obras ficaram prontas apressadamente, outras não foram concluídas. Parece ter faltado planejamento e cobrança de agilidade. Além disso, acho desnecessário pensar uma Copa como a Alemanha realizou. Devemos fazer um evento dentro de nossas possibilidades. Acho que poderia ter ocorrido uma preparação melhor e sem atropelos.

BGC: Você está na FM há muito tempo. Com a migração das emissoras AM para a FM, o que você acha que poderá mudar no que diz respeito a audiência?

RN: Acho que audiência se renova automaticamente e caberá aos profissionais e empresários do setor a adoção de uma programação dirigida à esse novo público. Não é possível pensar em coisas que marcaram o rádio dos anos 1970, estamos numa nova época, com outras necessidades, outras cabeças e outras idades também. Mas, a recepção do rádio será fundamental para cativar esse ouvinte. Nisso, o som do FM é melhor que o do AM, sem dúvida.

BGC: Como você avalia o atual momento do governo Dilma Rousseff?

RN: A presidente enfrentou um período de manifestações que foram às ruas e me parece também um “grito” contra as irregularidades descobertas no cenário político como um todo. Como ela é a presidente da vez, ficou com esse enfrentamento. Além disso, tem a preocupação com a inflação rondando há algum tempo. Isso tudo faz com que o momento não seja dos melhores, mas faz parte da vida de todo político.

BGC: Você já apresentou telejornal? Nos fale sobre essa experiência.

RN: O telejornal é uma atividade que requer menos improviso, mas também é algo muito bom de fazer. Requer uma afinação com a equipe que trabalha no jornal e um acerto mais detalhado do que vai ao ar. Fiz também a narração do carnaval no Canal Viva, uma experiência bem interessante também. Mesmo fazendo o carnaval há anos na CBN, quando a cobertura é televisiva a postura é outra. Afinal, no rádio não temos imagem e na tv temos muita imagem. Nisso, é importante não trazer o óbvio e acrescentar mais informações à cobertura.

BGC: Quais são seus planos para o futuro? Ainda tem projetos no rádio que gostaria de realizar?

RN: Não costumo planejar as coisas. Acho que quando realizamos um trabalho honesto, e tentamos fazer o melhor possível, as oportunidades aparecem. O objetivo é continuar aprendendo e tentando fazer um bom trabalho.

BGC: Qual sua opinião sobre o diploma para jornalistas? É possível ser jornalista sem diploma?

RN: Eu defendo o diploma. Acho que é importante ter uma base escolar. O diploma também ajuda a disciplinar a atividade.

BGC: Alguns especialistas dizem que o futuro do rádio é a segmentação. Você concorda? Porque?

RN: Concordo. O ouvinte quando quer uma informação, busca uma rádio que seja referência nisso. Se ele quer ouvir rock, sabe onde encontrar sua emissora. O mesmo se aplica ao esporte e assim por diante. Ent​ão, acho que esse é um caminho natural.

BGC: Dicas do jornalista:

Viagem: Manchester e Tel Aviv

Livro: O Homem de gelo, de Philip Carlo

Filme: Batismo de Sangue

BGC: Em apenas uma palavra:

Fé: Necessário

Deus: Guia

Família: Tudo

Trabalho: Dedicação

Jornalismo: Honestidade

Música: Liberdade

Roberto Nonato: Profissionalismo

Amigos: Essenciais

BGC: Deixe sua mensagem para os futuros comunicadores?

RN: Acho que o fundamental é se dedicar ao trabalho, fazer com vontade e não observar as adversidades porque elas existem em todas as profissões. Deve-se prestar atenção nos grandes comunicadores e procurar extrair e absorver o que eles têm de melhor. Além disso, humildade sempre e procurar tratar todos como eles gostariam de ser tratados.

O Blog do Guinho César agradece a atenção e lhe deseja muito sucesso em sua carreira e vida pessoal.

Texto e imagens reproduzidos do blogdoguinhocesar.wordpress.com

“Comunicação é arma poderosa e reveladora”

Jornalismo: O radialista Mílton Jung em palestra na ESPM.
Foto: Paulo Lerrer.

“Comunicação é arma poderosa e reveladora”

Mílton Jung – Âncora do Jornal da CBN e do Mundo Corporativo

Mílton Ferretti Jung Júnior é jornalista, radialista e palestrante. Formado pela PUC do Rio Grande do Sul, iniciou-se na carreira jornalística na Rádio Guaíba, em 1984, e depois no jornal Correio do Povo. Ainda em Porto Alegre, foi repórter da Rádio Gaúcha e do SBT. Transferiu-se para São Paulo para atuar como repórter na Rede Globo de Televisão. No fim de 1992 foi para a TV Cultura, onde apresentou os telejornais 60 Minutos e Jornal da Cultura, até 1999, quando mudou-se para a recém-inaugurada RedeTV!, na qual apresentou o Leitura Dinâmica e narrou jogos de futebol e tênis, até sair da emissora, em 2001. Apresentou o Jornal do Terra, do Portal Terra, nos anos de 2004 e 2005. Está na rádio CBN desde 1998. Em 2011 deixou de apresentar o CBN São Paulo, na rádio CBN, o qual apresentava desde 2000, passando a apresentar o Jornal da CBN, no lugar de Heródoto Barbeiro. Mantém o blog www.miltonjung.com.br. O trabalho no rádio rendeu até agora dois livros: Conte sua história de São Paulo (Editora Globo, 2006), baseado num quadro do CBN São Paulo, e um manual dedicado a estudantes de jornalismo: Jornalismo de Rádio (Contexto, 2005), adotado por vários cursos universitários. Criou em 2008 a rede Adote um Vereador, na qual os cidadãos são convidados a acompanhar e fiscalizar o trabalho dos legisladores municipais. É co-autor do livro “Comunicar para Liderar” (Contexto) com a fonoaudióloga Leny Kyrillos.

Mílton, você é um excelente entrevistador. O que é mais difícil, ser entrevistado ou ser o entrevistador?

Ser o entrevistador. Especialmente se a entrevista for ao vivo no rádio. Com a pressão do tempo, sempre curto, a pergunta tem de ser precisa, quase cirúrgica. Perde-se a entrevista muitas vezes na pergunta inicial. É necessário atenção para que o entrevistado não fuja do tema principal; sensibilidade para interrompê-lo se a resposta está se estendo mais do que o desejável, cuidado para não se deixar ser enganado, e perspicácia para perceber que um novo assunto pode estar surgindo em meio a resposta que ele apresenta, um assunto diferente daquele que você imaginava ao pautar a entrevista.

Claro que há perigo e desconforto ao sermos entrevistado, conforme a situação. Mas pense que o entrevistado é quem domina plenamente o assunto abordado.

Para onde você acredita que o jornalismo está caminhando?

Deixamos de ter o domínio da transmissão dos fatos. O conhecimento está disseminado. E o cidadão tem à disposição uma variedade muito maior de fontes para consultar e canais para divulgar sua informação. Em 30 anos, quintuplicou a quantidade de mensagens recebidas por uma pessoa ao longo de um dia, diz pesquisa publicada no livro “Mente Organizada” do médico americano Daniel Levitin. O jornalismo precisa se diferenciar dessa massa, apurar mais, investigar sempre, buscar incessantemente a verdade possível, respeitar a hierarquia do saber, ou seja ouvir quem sabe mais do que ele, e publicar esta informação de maneira que ajude a sociedade a entender o que acontece no seu entorno. Equilibrar agilidade e precisão é fundamental, pois temos a obrigação de construirmos nossos trabalhos sob o signo da credibilidade. É isso que fará o público compreender a diferença entre publicar informação – qualquer informação – e fazer jornalismo.

E o rádio, como se situa neste momento com toda revolução digital?

O rádio é um veículo que nasceu há 90 anos, mas como nenhum outro da era pré-internet já tinha características muito próximas daquelas que identificam os veículos da era digital. Desde seus primórdios, o rádio já se relaciona com o ouvinte oferecendo mobilidade, velocidade e interatividade. Tem estendido seu conteúdo a outras plataformas e entregue ao seu cliente a possibilidade dele customizar a programação, por exemplo, com a produção de podcasts. Levando em consideração ainda o excesso de informação produzida e a falta de tempo para consumir todo este conteúdo, o rádio facilita a vida do cidadão ao transmitir os fatos em tempo real e atualizá-lo sem competir com as demais atividades que ele realiza: você ouve rádio no carro, no ônibus, no café da manhã, no seu celular e enquanto trabalha. Você ouve tudo e faz tudo ao mesmo tempo.

Quais as principais mudanças no rádio que os ouvintes ainda não notaram, mas que fará uma diferença tremenda em um futuro não tão distante?

No Brasil, será o fortalecimento do podcast com a marca das emissoras que construíram credibilidade e mantém sua reputação com a produção de jornalismo qualificado e equilibrado. O rádio tende a descobrir essa ferramenta como um negócio próprio e não apenas um acessório a ser oferecido em sua página ou aplicativo. Nos Estados Unidos, já temos programas no formato de podcast com audiência impactante e transformadora. Vamos seguir aqui pelo mesmo caminho, independentemente do fato de a produção surgir em uma redação tradicional de rádio ou na mesa de escritório de um profissional criativo de qualquer que seja a sua área. Daremos ao ouvinte a possibilidade dele próprio construir sua grade de programação.

Como analisa o jornalismo que é praticado em nosso país atualmente?

O jornalismo enfrenta uma crise de identidade diante da disseminação dos canais de informação e do fenômeno, sobre o qual já me referi, da era digital, que democratizou o acesso e a produção de conteúdo. Hoje, qualquer cidadão com seu celular em mãos grava, fotografa, edita e publica informação que pode ter longo alcance conforme o poder de compartilhamento da rede em que ele atua. Muitos confundem isso com jornalismo quando isso é apenas mais uma informação e, geralmente, apenas uma parte da verdade da história.

Muitos jornalistas e veículos de comunicação têm perdido seu foco de atuação frente a esse novo comportamento da opinião pública que consome toda e qualquer informação produzida independentemente da sua veracidade. Muitas vezes sem análise crítica do que está consumindo.

Sem se perceber a fragilidade da informação publicada, “eu vi no Facebook” tem se tornado tão comum quanto o “deu no New York Times”, expressão que ganhou o mundo para validar a qualidade da notícia propagada, ou “deu no rádio”, como costumavam dizer meus conterrâneos.

Acreditar que devemos competir de igual para igual nesse cenário, perdendo-se a essência do jornalismo que, como já disse anteriormente, é a busca da verdade possível e a construção da credibilidade, apenas agravará ainda mais a situação dos veículos de comunicação que têm tido dificuldade para encontrar fontes de financiamento.

Por outro lado, também é verdade que tem se percebido o surgimento de projetos às vezes experimentais ou desenvolvidos por grupos pequenos, outros dentro de redações mais bem estruturadas com o intuito de encontrar um novo caminho para o jornalismo, mais próximo das necessidades e interesses do consumidor de informação.

Dentre esses projetos, destaco os que buscam atuar na função de curadoria de notícias, oferecendo produtos que nos mantenham atentos aos principias fatos, porém sem tomar o tempo escasso que se tem à disposição; os que construíram equipes de checagem de informação para contrapor a enorme quantidade de notícias falsas e mal apuradas que rondam as redes sociais; e os que entenderam que o produto jornalístico não se basta em apenas uma plataforma, é fundamental que se use as demais mídias para dar sustentação ao negócio maior que os veículos realizam que é o jornalismo propriamente dito, independentemente do meio propagado.

Qual foi a coisa mais incrível dita em seu programa “Mundo Corporativo” que fez você pensar de uma forma que nunca tinha imaginado e que de alguma forma, o fez refletir até mesmo em sua carreira como profissional?

São cinco anos no comando de programa com entrevistas todas as semanas e com profissionais das mais diversas áreas. Portanto, muito ensinamento colhi nestas conversas e busquei praticar em meu cotidiano, na vida profissional e pessoal. Muita coisa aprendi e provavelmente não lembrarei mais quando e de quem ouvi algumas reflexões.

Lembro, agora, de um colega que até recentemente esteve ao meu lado no Jornal da CBN e antes passou pelo Mundo Corporativo como entrevistado e deixou perguntas que me levaram a refletir sobre meu papel: Adriano Silva me fez pensar sobre o que significa ser bem-sucedido profissionalmente, além de ter me ensinado que o fracasso faz parte da construção da minha personalidade.

E para citar uma entrevista bem mais recente: José Carlos Teixeira Moreira, da Escola de Marketing Industrial, além ensinar os pilares para termos uma liderança genuína também lembrou-me que na vida há momentos em que temos de pensar na ideia do deslançamento do produto; e no nosso caso nós mesmos somos o nosso produto.

Existe alguma armadilha que um âncora não pode cair de maneira alguma quando conduz um programa?

O radiojornalismo é feito ao vivo, portanto estamos vulneráveis e expostos. O volume de informação que circula por mais diferentes canais de acesso, a pressão da opinião pública e a nossa ansiedade em dar a notícia em primeira mão podem se transformar em um coquetel pernicioso a reputação jornalística.

Os âncoras dos programas jornalísticos brasileiros de um modo geral, estão fazendo o papel que se espera de um âncora em sua visão?

Muito difícil analisar desta maneira, pois temos âncoras para todos os gostos e ideologias, para todas as formas e interesses. Assim, não há como fazer uma avaliação coletiva do papel dos âncoras sem que se cometa injustiça – para o bem e para o mal. Particularmente, discordo do papel exercido por alguns colegas de profissão. E admiro outros tantos.

O que se deve pensar é: o que se espera do âncora dos programas jornalísticos? No meu caso: apuro e responsabilidade no trato com a notícia; equilíbrio na abordagem; abertura de espaço para o contraditório; e capacidade de contextualizar os fatos.

Quando se entrevista um executivo ou gestor, é possível observar mais ou menos pela sua visão, como é o funcionamento da sua organização?

A comunicação é arma poderosa e reveladora. Gestores que se comunicam bem tendem a liderar melhor e isso vai impactar nos resultados da empresa e na relação com os colabores. Verdade que há casos de gestores que se comunicam mal mas administram bem. Esses, porém, perdem excelente oportunidade de levar a sua experiência e conhecimento ao restante da sociedade e a ajudar a construir uma imagem positiva sobre sua reputação e capacidade profissional.

Você escreveu um livro com a fonoaudióloga Leny Kyrillos chamado “Comunicar para Liderar”. O que você considera ser a comunicação perfeita de um líder?

Foi o Papa Francisco, um líder da era moderna, que nos ensinou: “comunicar significa partilhar e a partilha exige a escuta, o acolhimento”. Portanto, o líder comunicador tem de ser capaz de transmitir a mensagem de maneira assertiva tanto quanto saber ouvir assertivamente o seu interlocutor.

Quando um palestrante percebe que a comunicação com o seu público foi perfeita?

Quando o olhar do público está mais voltado para ele do que para a tela do celular.

Texto e imagem reproduzidos do site: panoramamercantil.com.br

Especial Carreira com Milton Jung



segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Hábito de ouvir rádio continua vivo...


Publicado originalmente no site 93 Notícias, em 11 de novembro de 2017.

Hábito de ouvir rádio continua vivo e abrange todas as idades no país

Quem pensa que ouvir rádio é coisa do passado e de pessoas mais velhas pode estar enganado. O rádio se mantém como um dos melhores meios de comunicação, pois consegue interagir com o contexto sóciopolítico-econômico do país e ainda acompanha o desenvolvimento contemporâneo. Essa afirmação faz parte do estudo Rádio na nova convergência de mídia, que foi realizado pela Aura Bahia em parceria com a Youpper.

Dos jovens entre 10 e 14 anos, 49% ouvem rádio. Na faixa etária de 15 a 19 anos, 59% também têm esse hábito. A porcentagem sobe para 61% entre 20 e 29 anos; 64%, entre 30 e 39 anos; 65%, entre 40 e 49 anos; 65%, entre 50 e 64 anos; e 56%, com mais de 65 anos.

Isso comprova que os mais novos continuam com os mesmos hábitos dos mais velhos, mas fazendo isso de formas diferentes, explica Diego Oliveira, CEO da Youpper. “A comunicação vem sendo consumida independentemente da plataforma. Precisamos entender quais os meios relevantes e, nos pontos de contato, o rádio continua sendo um meio forte em qualquer gênero, classe e idade. É equivocado pensar que só porque os jovens nasceram digitais que eles não consomem os meios offline. É claro que o streaming é forte para ouvir música, mas eles buscam notícias, entretenimento e personalidades que estão rádio”.

A população vem consumindo o rádio a partir do momento em que o smartphone está com 90% da população, ressalta o executivo. Quem mais ouve rádio são as mulheres, com 63%; e os homens representam 59%. Em 13 das metrópoles brasileiras, que somam 52 milhões de habitantes, o rádio alcança 89% da população.

Belo Horizonte é a cidade que mais usa rádio para obter notícias, com 96% de adeptos. Oliveira acredita que seja uma característica dos mineiros ter enraizada a cultura de busca por informações e se preocupar com os acontecimentos do Brasil. Em segundo lugar, Fortaleza, em que 92% da população ouve rádio para se informar.

A penetração do rádio na vida das pessoas é mais forte na Região Sudeste do país, seguida pelo Nordeste, que desponta com forte crescimento e ultrapassou a Região Sul. Por apresentar desenvolvimento, a pesquisa analisou o público dessa região com alguns recortes. O turismo se destaca como um assunto forte entre o público do interior do Nordeste, por exemplo. No último ano, 70% dos entrevistados já viajaram pelo Brasil e possuem interesse em fazê-lo novamente.
“Observamos que as rádios do Nordeste e do Sul promovem eventos para aproximar os ouvintes das emissoras. Esse comportamento e essas oportunidades são para que as pessoas se sintam mais motivadas”, diz.

Os brasileiros têm motivos diferentes para ouvir rádio, sendo eles: passar o tempo livre (33%), escutar programas específicos (32%), lazer (31%), saber sobre notícias (25%), sentir-se acompanhado (23%), estar antenado no que acontece (22%) e obter cultura em geral (12%), dentro outros.

O celular é o local mais usado pelos consumidores para ouvir rádio quando eles estão fora de casa. No entanto, é em casa (74,5%) onde mais escutam, seguido pelo carro (67,5%), dentro do transporte público (30,5%) e na rua (29%).

“As pessoas decidem qual o seu horário nobre e, a partir disso, ouvem o que gostam e recuperam o conteúdo em momentos oportunos. Isso funciona não só na TV, mas também com os programas de rádio e os podcasts”, afirma Oliveira.

A Youpper também pesquisou quais os meios de comunicação mais usados pelos ouvintes. O WhatsApp (94%) lidera o ranking, seguido por Site de Notícias (90%), Redes Sociais (90%) e TV Aberta (80%).

A forma como os entrevistados se mantêm informados traz os Sites de Notícias com 83%, seguido por Rádio e TV empatados, com 61%. “É preciso que os profissionais tenham esse olhar macro e micro para entender as particularidades regionais e quais são as oportunidades”, conclui Oliveira.

Por: Pesquisa da Youpper com a agência Aura Bahia

Texto e imagem reproduzidos do site: 93noticias.com.br

domingo, 26 de novembro de 2017

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Sistema Atalaia de Comunicação lança Rádio CBN em Aracaju





Publicado originalmente no site Jornal da Cidade/thaisbezerra, em 20/11/2017

Sistema Atalaia de Comunicação lança Rádio CBN em Aracaju

A principal delas é a CBN, Central Brasileira de Notícias, criada em 1991, pioneira no modelo all news, e que conta hoje com 30 emissoras em todo o Brasil, entre praças e afiliadas.

Por Thaís Bezerra

No último dia 8 de novembro, foi inaugurada a rádio CBN Aracaju, marcando uma nova etapa na comunicação em Sergipe. A nova emissora é fruto de uma parceria inédita entre dois grandes grupos de mídia: o Sistema Atalaia de Comunicação, com 49 anos de atuação sólida no mercado sergipano, e o Sistema Globo de Rádio, líder nacional em mercado, audiência e cobertura com suas redes de emissoras. A principal delas é a CBN, Central Brasileira de Notícias, criada em 1991, pioneira no modelo all news, e que conta hoje com 30 emissoras em todo o Brasil, entre praças e afiliadas.

O café de apresentação da rádio CBN Aracaju aconteceu no Radisson Hotel, onde foi projetado um estúdio de rádio conduzido pela jornalista Danielle Major que, sentada à mesa, convidou para um bate-papo informativo a gerente de Relacionamento com Afiliadas do Sistema Globo de Rádio, Juliana Paiva, e o superintendente do Grupo Atalaia, Augusto Franco Neto, que falaram da tradição e credibilidade em seu jornalismo e da forte programação local da emissora 90,5 FM. São 24 horas de notícias, entrevistas, reportagens, análises de colunistas e informações em tempo real sobre o que acontece em Aracaju, em Sergipe, no Brasil e no mundo. Todos os assuntos são acompanhados com precisão, correção, isenção, agilidade e credibilidade.

A programação CBN é ainda um espaço aberto para a pluralidade de opiniões e análise crítica do que está por trás dos fatos. Clientes, agências, parceiros, colaboradores e influenciadores prestigiaram o evento que teve a assinatura da Vc Vahle.

Fotos Diogenes Di e Monique Eidy

Texto e imagens reproduzidos do site: 
jornaldacidade.net/thaisbezerra